Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Hora do Planeta

03
Dez19

Alterações climáticas mataram mais de 1.200 pessoas na África Oriental e Austral

SAPO TL

Mais de 1.200 pessoas terão morrido este ano na África Austral e Oriental em desastres naturais associados às alterações climáticas, afirmou ontem a organização Save The Children.

idai_4.jpg

Estes números foram impulsionados pelos ciclones, inundações e deslizamentos de terra que abalaram países como Moçambique, Zimbabué, Maláui, Quénia, Sudão ou Somália, explicou a organização.

Segundo a Save The Children, as consequências das alterações climáticas terão levado a que, este ano, 33 milhões de pessoas na região sofressem de insegurança alimentar, estimando que 16 milhões destes sejam crianças.

As consequências das alterações climáticas terão ainda, de acordo com a organização, levado a que um milhão de pessoas abandonassem os seus lares, criando "riscos adicionais para que as crianças sejam exploradas, separadas das suas famílias, ou que abandonem a escola".

"Os resultados desta análise são sombrios e mostram que a crise climática estão a consolidar, ainda mais, a desigualdade, a pobreza e o deslocamento da África Oriental e Austral", afirmou o diretor da Save The Children para a região, Ian Vale.

"Enquanto líderes mundiais se reúnem para a COP25, pedimos que tomem decisões firmes para reduzir o impacto das mudanças climáticas e para garantir que as vidas e o futuro das nossas crianças são protegidos", acrescentou Vale.

A cimeira das Nações Unidas sobre o clima (COP25) começou ontem em Madrid, com a presença de 50 líderes mundiais, incluindo o primeiro-ministro português, António Costa.

Durante a 25.ª Conferência das Partes (COP 25) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, que se prolonga até 13 de dezembro, são esperadas delegações de 196 países, assim como os mais altos representantes da União Europeia e várias instituições internacionais, o que pressupõe “a totalidade dos países do mundo”, de acordo com um comunicado do Governo espanhol.

Em março, o ciclone Idai atingiu Moçambique, Comores, Madagáscar, Seychelles e Tanzânia, provocando mais de 1.300 mortos e afetando cerca de 1,5 milhões de pessoas.

A intempérie provocou cheias intensas que arrastaram aldeias, pontes, estradas e outras infraestruturas, criando lagos gigantescos que levaram semanas a desaparecer.

Pouco tempo depois, em abril, a região voltou a ser atingida por um ciclone, o Kenneth, que matou mais de 50 pessoas.

Fonte: Agência Lusa

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D